Para que serve a busca por inovação?

 

Por vezes nos deparamos com produtos ou serviços inovadores que não emplacam, que parecem estranhos, complicados, supérfluos, desnecessários… Esse é um erro comum quando os criadores entram num êxtase pela inovação e perdem o fio que os liga à realidade.

De modo geral, uma ideia inovadora deve atender um objetivo fim, seja ele para viabilizar a realização de um serviço até então impossível, seja para facilitar, agilizar ou tornar mais econômica a produção de determinada mercadoria, ou mesmo para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

É importante perceber que a busca pela inovação não tem um fim em si mesma, caso contrário correrá o sério risco de cair no limbo do esquecimento. O agente inovador deve manter os olhos sempre abertos para os problemas e possibilidades que nos cercam, de modo que quanto maior e mais presente a dificuldade enfrentada, maior a relevância das soluções encontradas.

Dentre os diversos problemas que nos cercam no dia-a-dia, encontramos, por exemplo, a incessante busca por uma arma não letal que seja ao mesmo tempo eficiente, prática, economicamente viável e não viole os tratados de direitos humanos.

Apesar de todos os avanços tecnológicos, verifica-se que muitas das armas não letais não são muito diferentes daquelas utilizadas ainda no início da civilização, e mesmo as mais tecnológicas ainda não cumprem satisfatoriamente o propósito para que foram criadas, demonstrando que ainda há um longo caminho para se percorrer.

Um olhar inovador não se limita às novidades que estão saindo, mas principalmente aos problemas que ainda buscam uma solução.

Inspirado em: https://www.wired.com/2017/03/eternal-search-gun-doesnt-kill/

Imagem: Jupiterimages/Liquidlibrary/ThinkStock