Em um mundo cada vez mais dinâmico e com mais desafios, todas as empresas precisam de pessoas que saibam pensar com criatividade, comunicar-se bem, trabalhar em equipe, ou, em outras palavras, pessoas flexíveis e capazes de se adaptar rapidamente.

Mas a ação, sozinha, de buscar pessoas criativas, pelas empresas, é o suficiente?

De antemão, não! É imprescindível que os líderes e as empresas promovam a criatividade. As pessoas não conseguem ser criativas sozinhas.

Mas o que acontece durante nosso desenvolvimento pessoal que nos leva a acreditar que não somos criativos? Será que somos todos criativos ou foram apenas alguns “escolhidos” na sociedade? É algo que pode ser desenvolvido? Como?

Todo mundo tem ideias novas de vez em quando, mas, como é possível promover a criatividade no dia a dia? Como tornar sistemática a inovação dentro das empresas, e, como promover uma cultura de inovação?

“São três conceitos relacionados: imaginação, que é o processo de usar a mente para pensar em coisas que não estão presentes aos nossos sentidos; a criatividade, que é o processo de desenvolver ideias originais que tenham valor; e a inovação, que é o processo de colocar novas ideias em prática.”

Nas palavras acima de Ken Robinson em “Somos Todos Criativos”, desses 3 conceitos, o que costuma dar mais problema é a criatividade. É comum ouvir que só algumas pessoas nasceram com essa habilidade. Que ela só se desenvolve em algumas áreas específicas como as artes, publicidade, design ou marketing.

Por fim, a criatividade é um talento humano. Todo mundo já nasce com ele. O grande desafio é desenvolvê-lo e mantê-lo estimulado ao longo da vida. “Uma cultura de inovação precisa incluir todos, não só um grupo seleto.”(Ken Robinson, SOMOS TODOS CRIATIVOS)

Confiança Criativa

Confiança criativa é um conceito criado por David Kelley, um dos fundadores da IDEO, que é até hoje uma das maiores empresas de criatividade e inovação do mundo.

Confiança criativa é, basicamente, liberar o potencial criativo das pessoas. Nas palavras de David, é um modo de vivenciar o mundo que leva a novas abordagens e soluções.

Logo, aqui na Innovster, não pensamos diferente. Eu costumo dizer que, além do óbvio que é alcançar os resultados esperados pela equipe e pela empresa, nossos workshops buscam libertar o potencial criativo de cada um da equipe. Seja ele engenheiro, alguém do financeiro ou um designer. Mas, por que precisamos despertar esse potencial? Onde adquirimos tanto medo de ser criativo?

Uma vida inteira destruindo a criatividade

Vamos começar lembrando um pouco da nossa vida na escola, o momento onde começamos a aprender a resolver nossos primeiros desafios. Tentamos escrever pela primeira vez e temos nosso primeiro contato em resolver questões matemáticas. Os anos vão passando, vamos evoluindo e nos avaliando para alcançar um potencial de conhecimento que nos prepara para a vida.

Até aqui, tudo normal. Mas o que acontece quando cometemos erros?

Onde tudo começou

Nos modelos atuais, costumamos entender nossos erros por métodos pré-determinados de avaliação. Isso nos leva a fazer uma série de auto julgamentos, que aos poucos, destroem nossa criatividade, já no começo da vida. Por causa disso, nos sentimos burros, incapazes, e achamos que não nascemos para a disciplina na qual erramos mais.

Logo depois, quando saímos da escola e migramos para a universidade e nossos trabalhos, esses métodos pré-determinados de avaliação mudam, mas não muito. Continuamos fazendo o mesmo julgamento pelos nossos erros, e, proporcionalmente, nos sentindo incapazes de continuar realizando uma tarefa por ter cometido erros ou ter tido uma performance falha.

E isso não acontece apenas em auto julgamento, mas é também projetado quando nos tornamos líderes e responsáveis por outras pessoas, replicando o mesmo tipo de julgamento e avaliação, e por consequência, limitando a criatividade alheia.

Só alguns criativos

Em consequência desse tipo de comportamento, é gerado muito medo, uma fobia de ser criativo ao longo da vida. O medo da imperfeição, do julgamento alheio, do erro, da baixa performance e de não ser capaz de praticar qualquer atividade ou de não ter talento para tal.

Nesse sentido, há uma crença popular que sugere que os gênios criativos raramente fracassam. Mas um estudo feito pela Universidade da California diz o contrário disso. Acredite, desde artistas como Mozart até cientistas como Darwin, as pesquisas mostram que as pessoas criativas erram até mais, isso só nunca as impede de continuar experimentando.

Quem erra mais, acerta mais!

A verdade é que a pessoa criativa geralmente faz mais e sem medo de errar. Mesmo que o resultado não seja o esperado, isso não a impede de continuar tentando. Quem trabalha com inovação sabe, é preciso testar muito, errar muito, até chegar no ponto ideal. São protótipos e mais protótipos até um produto final.

Concluindo, é importante que seja estabelecida uma cultura de confiança criativa nas empresas. Ferramentas como Design Thinking e Design Sprint já são ótimas maneiras de começar a permitir a criatividade das equipes. Mesmo assim, é primordial que líderes assumam a responsabilidade de ajudar cada um de seus funcionários a REDESCOBRIR SUA CRIATIVIDADE.

Implementando Confiança Criativa

Seguem 4 dicas para começar a implementar uma cultura criativamente confiante em sua empresa

Patrocine a criatividade

As pessoas precisam de um líder que motive, que incentive e que seja literalmente um patrocinador do potencial criativo delas. A inovação vem de baixo mas o processo criativo como um todo precisa ser “abraçado”e incentivado já a partir das camadas de liderança das empresas.

Dê espaço para as pessoas fazerem experimentos

É a única maneira das pessoas FAZEREM MAIS. Lembre-se, os gênios criativos erram mais por fazerem mais, por experimentarem, por testarem. É o melhor caminho para eliminar a criatividadefobia.

Importante: Não existe ideia ruim. Por tanto, enquanto estamos apenas no campo das ideias é essencial explorar todo o potencial criativo. Então, quanto mais ideias surgirem, mais experimentos serão feitos, e com isso, mais chances de inovar!

Implemente uma Cultura de Workshops

Na verdade, transforme todas suas reuniões em workshops. TODAS! Não importa se é uma reunião de 15 minutos ou de 3 horas, existem MUITAS ferramentas de workshops que permitem que as pessoas libertem seu potencial criativo. Você pode encontrar algumas dessas ferramentas aqui.

Sequência Imaginação, Criatividade e Inovação

Atualmente, a busca por inovação aumentou muito, é a palavra do momento. Porém, a inovação não é algo que você compra e agora sua empresa vai ter. Os produtos mais inovadores não surgiram do nada. Foram imaginados de diversas formas, para depois serem testados e aprimorados até se tornarem inovações incríveis de fato. Se está pensando em ter uma área de inovação, um laboratório, ou uma equipe criativa lembre-se dessa sequência antes de estruturar esse trabalho.

Para concluir, espero que essa pequena reflexão já tenha sido o suficiente para você começar a repensar a maneira como encara o seu trabalho. É necessário ser criativo em qualquer esfera profissional, é o que nos move para solucionar todos os problemas e desafios do dia a dia. Em outras palavras, liberar o potencial criativo é primordial!

Por fim, se precisar de uma ajuda para começar esse movimento, venha falar comigo! Vêm conhecer os workshops da Innovster, é uma ótima maneira de se convencer ou convencer seu líder a implementar uma cultura de inovação na sua empresa.

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